A proteção inteligente contra o cyberbullying
O YouTube condiciona a reprodução dos seus vídeos no depósito de marcadores para lhe oferecer uma publicidade orientada baseada na sua navegação.
Para ver o vídeo, deve aceitar a categoria de confidencialidade Partilha de cookies em plataformas de terceiros no nosso Centro de Privacidade. Pode retirar o seu consentimento a qualquer momento.
Para mais informações, consulte a política sobre os cookies do YouTube e a política sobre os cookies da OVHcloud.

90%
de conteúdos de ódio
detetados pela aplicação

2%
de margem de erro
do algoritmo (falsos positivos)

+ de 2 milhões
de comentários de ódio
eliminados em 20 meses
O contexto
Charles Cohen iniciou-se na programação informática com apenas 10 anos. Onze anos mais tarde, lança a sua primeira aplicação móvel: Bodyguard. Por detrás de uma ideia aparentemente simples, esconde-se uma missão complexa: proteger os internautas contra o cyberbullying em tempo real.
Mas porquê este desafio? Simplesmente porque não existia nenhuma aplicação deste género e a moderação das diferentes plataformas não era suficientemente eficaz.
“Nunca fui vítima de cyberbullying, mas cresci com as redes sociais e pude observar os danos que o ódio virtual pode provocar. O cyberbullying restringe a nossa liberdade de expressão e este é o problema com o qual me deparei durante a minha adolescência: não tinha coragem para dar a minha opinião ou para me expor publicamente, por medo de ser assediado.”
Charles Cohen, fundador e CEO da Bodyguard
O desafio
Ser capaz de analisar o contexto no qual é formulado um comentário e determinar a(s) pessoa(s) a quem se dirige.
A tecnologia Bodyguard tinha de ser capaz de detetar e interpretar os estados de espírito. Por isso, era essencial introduzir uma camada de inteligência artificial para reduzir os falsos positivos (ou seja, conteúdos detetados como ódio, mas que na verdade não eram) e aumentar a precisão.
“Esta tecnologia tinha de poder compreender a ironia, o sarcasmo ou o humor. O modelo de previsão, desenvolvido com a plataforma de machine learning OVHcloud AutoML, ajudou-nos a avançar nesse sentido.
Charles Cohen, fundador e CEO da Bodyguard
O modelo de previsão também tinha de permitir à tecnologia detetar a relação entre os indivíduos. Por exemplo, o autor de um comentário “segue” a pessoa para quem está a escrever? Para responder a este requisito, foi necessário um trabalho de investigação, assim como o cruzamento de 80 metadados: o tempo de reação após a publicação, a percentagem de maiúsculas ou a foto de perfil, entre outros.
Para este projeto inovador, foi também necessário encontrar o algoritmo adequado entre os oferecidos por scikit-learn, uma biblioteca open source de algoritmos escritos principalmente em Phyton para machine learning.
Em termos das especificações técnicas, era uma questão de precisão, já que o modelo de previsão não devia ter uma taxa de erro de mais de 10%.
A solução
Um serviço gerido, fácil de utilizar e que permite acelerar a fase de produção.
Camada de software
Charles optou por utilizar a OVHcloud AutoML, uma plataforma de aprendizagem automático distribuída e escalável. Esta solução Software as a Service (SaaS) permitiu-lhe automatizar os processos de criação, implementação e solicitação dos modelos de machine learning, para além de lhe dar a possibilidade de integrar algoritmos open source, tais como os que a scikit-learn oferece.
Além disso, a solução OVHcloud AutoML acelerou a fase de desenvolvimento: foram necessários 10 dias para a criação do modelo de previsão da Bodyguard, e 20 dias para a elaboração do modelo de meta-learning, que analisa a relação entre o autor do conteúdo e o autor do comentário.
Graças a estes modelos, a percentagem de deteção da tecnologia Bodyguard aumentou de 10%, passando de 80% para 90%, enquanto que o número de falsos positivos baixou de 15%, passando de 6% para 3%.
Em termos de monitorização, Charles optou pela solução Logs Data Platform da OVHcloud associado ao software Grafana. Desta forma, pode vigiar o desempenho da sua infraestrutura e das suas bases de dados, assim como medir os indicadores chave do desempenho (KPI): número de utilizadores, volume de conteúdo de ódio eliminado em tempo real, quantidade de chamadas API, etc.
Camada de hardware
A infraestrutura da Bodyguard é composta por três instâncias Public Cloud:
- uma para as bases de dados
- outra para a tecnologia e os modelos de machine learning
- e uma última para os robôs responsáveis pelo funcionamento da aplicação móvel, que recolhe os comentários e que os analisa através da tecnologia.
E para realizar cópias de segurança, Charles utiliza outro serviço oferecido pelo Public Cloud da OVHcloud: Cloud Archive. Esta solução permite-lhe conservar as suas informações a longo prazo e a um preço acessível, garantindo a segurança e a recuperação dos dados.
O resultado
Charles precisou de dois anos para desenvolver o algoritmo de aprendizagem final e integrá-lo numa aplicação móvel gratuita, disponível desde outubro de 2017 para Android e iOS. Atualmente, a Bodyguard elimina em tempo real os comentários de ódio no Youtube, Instagram, Twitter, Twitch e Mixer.
Em julho de 2019, este guarda-costas virtual chamou a atenção de mais de 40 000 utilizadores e atingiu uma taxa de satisfação de 97%. Algumas razões deste sucesso:
- 90% de conteúdo de ódio detetado pela aplicação
- apenas 2% de margem de erro (falsos positivos)
- mais de 2 milhões de comentários de ódio eliminados num prazo de 20 meses.
Em breve, a aplicação será traduzida para inglês e espanhol, e será criada uma nova solução chamada “Bodyguard para famílias”, que alertará os pais se os seus filhos sofrerem de cyberbullying.
Charles pretende posicionar-se como fornecedor de soluções de moderação automática IA. Para isso, disponibilizará a sua tecnologia através de uma API, com o nome “Bodyguard para empresas”. Esta tecnologia dirige-se a todos aqueles que pretendem proteger-se e proteger os seus utilizadores, a sua imagem, a sua reputação e os seus funcionários.
“A este propósito, a nossa plataforma para programadores (developers.bodyguard.ai) já está disponível para que todos possam utilizar a nossa tecnologia.”
Charles Cohen, fundador e CEO da Bodyguard